Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto.
De acordo com o Dicionário Aurélio, podemos encontrar os seguintes sinônimos da palavra cupim, em Português: térmita, térmite e itapicuim, este último utilizado na região Amazônica do Brasil. A denominação térmita, por sua vez, é originada do latim "Termes" e era utilizada pelos romanos ao se referirem ao "verme da madeira", dada a aparência que os mesmos apresentam quando infestando uma peça de madeira.
Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem. Restos fossilizados destes insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental na natureza, na decomposição de matéria orgânica, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo.
No entanto, desde que o homem começou a construir habitações e outras estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação "cupim" é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando "montículo", em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.
É interessante frisar, porém, que existem muitas espécies de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante - existem cupins que comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo. Assim, é importante saber identificar a espécie a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos ao homem (úteis na manutenção da cadeia alimentar na natureza) dos cupins que causam danos ao patrimônio privado, histórico ou cultural do homem.
O texto que apresentamos aqui procura ajudá-lo na identificação dos cupins e dos danos que causam, contribuindo para que encontre uma solução para os eventuais casos de ataque.
Conforme comentamos, existem muitas espécies de cupins que podem ser agrupados de diferentes maneiras. Dependendo da localização e do formato do ninho, podemos citar, por exemplo, os cupins de montículo, responsáveis por prejuízos na lavoura, os cupins de madeira podre ou úmida, os cupins de madeira seca, os cupins arbóreos, os cupins subterrâneos, etc.
Para simplificarmos nossa abordagem trataremos, de uma maneira genérica, de dois grupos de cupins que são conhecidos por causarem grandes danos econômicos ao homem: os cupins de madeira seca e os cupins subterrâneos.
Como o nome indica, os cupins de madeira seca são os cupins que fazem o ninho na própria madeira seca, ou seja, toda a colônia encontra-se na madeira seca que, ao mesmo tempo, serve de abrigo e de alimento.
O cupim subterrâneo, por sua vez, faz o ninho no solo, geralmente próximo a uma fonte de umidade ou alimento. Assim, diferente dos cupins de madeira seca, os cupins subterrâneos saem do ninho em busca de alimento.
Estes dois grupos de cupins apresentam comportamentos completamente diferentes entre si, e conhecer este comportamento e a sua biologia é fundamental para que possamos entender as estratégias recomendadas para o controle destes insetos.
Para definir a melhor estratégia de controle é necessário conhecer a biologia e o comportamento da praga que se quer controlar. Esta seção do “Centro de Informações sobre Cupins” apresenta as principais informações sobre os cupins e seus dois principais grupos: os cupins subterrâneos e os cupins de madeira seca. O grupo dos cupins subterrâneos é o responsável pelos prejuízos econômicos de maior monta e seu controle implica em furações no piso da estrutura e, em alguns casos, quebra de paredes para abertura de caixões perdidos. O Sistema Sentricon* permite o seu controle sem que nada disso seja necessário, eliminando as colônias de cupins subterrâneos em qualquer lugar onde se encontrar.
Cupins são insetos de hábito social, ou seja, como as abelhas, formigas e vespas, formam uma colônia. A colônia de cupins é formada por indivíduos que exercem funcões especializadas, tais como: busca de alimento, reprodução, postura de ovos, defesa do ninho, dentre outras. A especialização faz com que os indivíduos de uma colônia possuam diferentes formas (polimorfismo), devidamente adaptadas à função que irão desempenhar. Da mesma forma, um indivíduo especializado irá desempenhar apenas um tipo de tarefa, fazendo com que exista uma completa interdependência entre os indivíduos de diferentes funções para a sobrevivência da colônia.
Existem basicamente três tipos de funções ou castas de indivíduos em uma colônia:
A casta dos operários é caracterizada por indivíduos responsáveis por todas as funções rotineiras da colônia, tais como obtenção de alimento, alimentação de indivíduos de outras castas, inclusive o rei e a rainha, construção e conservação do ninho (reparação por danos e limpeza), eliminação de indivíduos adoecidos ou mortos, cuidados com os ovos. Morfologicamente falando, os operários apresentam uma cor branco-leitosa com a cabeça relativamente mais escura, não apresentando nenhum olho (tanto olhos compostos quanto olhos simples ou ocelos). Algumas espécies podem apresentar uma área pigmentada onde os olhos seriam tipicamente encontrados, no entanto todos os operários são cegos. As asas são ausentes pois não necessitam das mesmas para o desempenho das funções a eles atribuídas.
A casta dos soldados, por sua vem, tem a função de guarda do ninho e proteção dos operários durante a busca de alimentos. Morfologicamente apresentam corpo de cor branco-leitosa, e são caracterizados pelas cabeças escuras, bem desenvolvidas e dotadas de um par de mandíbulas também desenvolvidas (a única exceção são os soldados da espécie Nasutitermes spp, que apresentam mandíbulas na forma de um prolongamento espinhoso da cabeça). Semelhantemente aos operários, os soldados também não apresentam asas ou olhos (áreas pigmentadas na cabeça podem estar presentes na região onde os olhos estariam localizados). Como estruturas de defesa, além da potente mandíbula que pode esmagar, cortar ou golpear com enorme força e da cabeça dura e volumosa que pode obstruir passagens estreitas do ninho contra a penetração de inimigos naturais, os soldados de algumas espécies podem apresentar secreções de natureza tóxica ou viscosa e muito grudenta, através de uma estrutura na cabeça denominada fontanela (um tipo de poro que se interliga com a glândula frontal, responsável pela produção das secreções). É interessante mencionar que o formato da cabeça e das mandíbulas pode ajudar na identificação da espécie infestante.
A casta dos reprodutores alados é formada pelos indivíduos responsáveis pela reprodução. Assim, esta casta é formada por indivíduos sexualmente definidos (machos e fêmeas), com o aparelho reprodutor desenvolvido. São os famosos siriris, siri-siris ou aleluias, que saem do ninho com o objetivo único de encontrar um local onde possam se reproduzir, formando outro ninho de cupins. Este fênomeno de dispersão é conhecido como revoada ou enxamagem e ocorre principalmente em épocas quentes e úmidas, normalmente no período da tarde, próximo ao anoitecer. Morfologicamente falando, para desempenharem a função de dispersão, apresentam dois pares de asas membranosas, úteis apenas durante o vôo. Quando não estão em uso, as asas repousam sobre o abdome do inseto. A cor das asas pode variar de claras e transparentes a escuras, sendo que é através das nervuras presentes nas asas que se identificam muitas espécies de cupins. A coloração do corpo dos alados varia de um marrom claro ao preto, dependendo da espécie. Apresentam olhos compostos e algumas espécies também apresentam olhos simples ou ocelos. Da mesma forma que os soldados, apresentam fontanela na cabeça.
Após a revoada, quando pousam no solo para procurar um abrigo e formar novo ninho, os reprodutores alados forçam as asas contra a superfície e a quebram, pois as mesmas já desempenharam o seu papel no vôo de dispersão. A parte basal da asa, que permanece junto ao corpo após a quebra das asas, é denominada escama alar. Se o casal não tiver se encontrado durante o vôo de dispersão, a fêmea, já no solo, libera um feromônio sexual que irá atrair o macho. Após ambos se encontrarem, eles partem para procurar um local seguro para o acasalamento. Após a identificação do abrigo (madeira seca ou solo, dependendo da espécie - cupim de madeira seca ou cupim subterrâneo) macho e fêmea se acasalam e iniciam a nova colônia dando início à postura de ovos. A partir daí estes cupins são chamados de rei e rainha, e formam o casal real, da nova colônia.
Quando inicia a postura, o abdome da rainha sofre uma hipertrofia, pois todos os ovos em desenvolvimento ficam em seu interior, aumentando de tamanho a medida que a fêmea aumenta sua capacidade de oviposião com o passar dos meses. O abdome da fêmea pode, assim, alcançar vários centímetros de comprimento, apresentando uma coloração branco leitosa. O macho permanece junto à fmea, que necessita ser fecundada periodicamente e, por sua vez, apresenta uma leve hipertrofia em seu abdome. Dependendo da espécie de cupim, o casal real pode transitar livremente no ninho ou permanece confinado em uma câmara real, de onde jamais sairá.
O ninho pode ser formado ainda por outros indivíduos ou elementos, tais como ovos e indivíduos imaturos, brancos, moles e dependentes dos operários que cuidam de sua limpeza e alimentação. Também podem apresentar reprodutores secundários ou reprodutores de substituição, indivíduos com a função de substituir o casal real no caso de algum deles adoecer ou morrer, ou até mesmo complementar a postura de ovos na colônia. Reprodutores secundários são produzidos em colônias mais maduras e, como não têm a necessidade de sair da colônia, eles nunca desenvolveram asas. Sua coloração pode variar de leve a fortemente pigmentada.
Para manter todos os indivíduos desta sociedade, o ninho desempenha um papel importante, oferecendo condições microclimáticas (temperatura, umidade) adequadas e seguras a todos os indivíduos desta comunidade, protegendo-a contra inimigos naturais (predadores e parasitas). Ao conjunto formado pela comunidade (indivíduos) e pelo ninho (parte física), denominamos colônia. Assim, uma colônia pode ser formada de vários ninhos (ou sub-ninhos) no caso de compartilhar os mesmos indivíduos.
Os cupins são insetos que apresentam metamorfose incompleta. Embora cada espécie possua características de desenvolvimento diferentes, basicamente podemos resumir o ciclo de vida destes insetos em: ovos, formas jovens (ou ninfas) e adultos. A rainha coloca ovos que se transformam nas formas jovens. As formas jovens, por sua vez, podem se diferenciar em operários, soldados e reprodutores alados.
Os operários podem ser divididos em dois tipos: operários verdadeiros, que são estéreis e operários funcionais, que são machos e fêmeas. Operários funcionais tem a habilidade de mudar de volta a ninfa, e a partir daí se transformarem em soldados, reprodutores alados ou reprodutores de substituição, dependendo das necessidades da colônia. O último estágio ninfal pode desempenhar funções do operário na busca de alimentos e na criação de outras ninfas em estágios iniciais.
Os cupins de madeira seca não tem operários verdadeiros. Sua funão é desempenhada pelas ninfas que podem se desenvolver em soldados ou reprodutores. Os cupins subterrâneos apresentam, em geral, as três fases do ciclo de vida descrito acima.
Em relação à longevidade dos cupins, o rei e a rainha podem viver até 30 anos. Durante todo o período de vida, a rainha irá colocar ovos e, para isso, necessita de acasalamento frequente do rei. A colônia como um todo, no entanto, pode viver para sempre uma vez que se o rei ou a rainha morrerem ou adoecerem, ambos podem ser prontamente substituídos pelos reprodutores de substituição que se encarregarão das funões de fecundação, do rei, ou de oviposião, da rainha.
Como vimos, novas colônias podem ser formadas a partir dos reprodutores alados (siriris ou aleluias). No entanto, o isolamento de indivíduos de uma colônia grande também pode dar orígem a uma nova colônia.
Quando uma colônia é formada a partir dos siriris, o seu desenvolvimento inicial é lento. A rainha coloca poucos ovos inicialmente e, ao final do primeiro ano, uma colônia de cupins subterrâneos, por exemplo, pode conter cerca de 75 indivíduos apenas, apresentando-se assim, extremamente frágil. Nem todos os siriris darão orígem a uma colônia. A maior parte das formas aladas poderá morrer no processo de revoada, tanto por por serem atacadas por inimigos naturais (formigas), consumidas por predadores (pássaros, morcegos, etc), por sofrerem com mudanas climáticas ou simplesmente por não encontrarem o par ou um local seguro para fazer o ninho.
A formação de uma nova colônia, através do isolamento, acontece quando uma colônia identifica uma nova fonte de alimento e uma sub-colônia é formada para explorar esta nova fonte alimentar. Se o caminho entre a colônia principal e a colônia secundária for quebrado, a população isolada pode então dar origem às formas reprodutoras, geradas através dos operários funcionais e ninfas, como discutimos anteriormente.
Desta maneira, outra principal fonte de formação de novas colônias, é através do acúmulo de madeira infestada em determinados locais (que contribuem para a formação de uma sub-colônia) e pelo uso de madeiras já infestadas por cupins.
Os cupins subterrâneos são assim denominados por construírem seus ninhos no solo. De fato, estes cupins também podem construir seus ninhos em vão estruturais, como: caixões perdidos em edifícios, vãos entre lajes, paredes duplas, ou qualquer outro espaço confinado que exista em uma estrutura, seja ela uma residência, indústria ou comércio.
Por esta razão, a denominação cupim subterrâneo não é a mais correta quando se trata deste grupo de cupins. No entanto, dada a universalidade da descrição (em inglês este grupo de cupins é chamado de "subterranean termite") e a familiaridade do termo entre pesquisadores da área, manteremos a mesma denominação para estes cupins no Brasil. A única restrição reside no fato de que devemos nos lembrar que, além do solo, os cupins subterrâneos podem construir seus ninhos em vãos estruturais. Esta é uma característica que os diferencia dos cupins de madeira seca, cujos ninhos estão confinados à madeira infestada.
Outra diferença entre os cupins de madeira seca e os cupins subterrâneos, é que os operários destes podem transitar em outros meios que não a madeira, na busca por alimento. O cupim de madeira seca, ao consumir toda a madeira que o abriga, se não tiver acesso a outra madeira em contato com a primeira, condena a sua colônia a morte. A vida útil da colônia está, assim, ligada à duração da fonte de alimento. Os cupins subterrâneos, podendo sair da colônia em busca de alimentos, não têm este problema, dada a fartura de elementos a base de celulose que se encontram na natureza ou nas proximidades do próprio ninho.
| Ordem | Isoptera |
|---|---|
| Famïlia: | Rhinotermitidae |
| Gênero: | Coptotermes |
| Espécie: | Coptotermes havilandi |
O Coptotermes havilandi é a espécie de cupim subterrâneo invasora de estruturas no meio urbano de maior importância econômica no Brasil.
Dentro da família Rhinotermitidae encontram-se os cupins que mais prejuízos causam à madeira, em todo o mundo. Existem cerca de 45 espécies de cupins descritas e, dentre elas, o Coptotermes havilandi, que infesta estruturas no Brasil. Nos Estados Unidos existe uma espécie diferente, denominada Coptotermes formosanus, que ainda não ocorre no Brasil. Já o Coptotermes havilandi foi recentemente encontrado em um bairro de Miami, uma cidade portuária localizada no Estado da Flórida, no sudeste dos Estados Unidos, fato este que tem causado grande preocupação aos norte-americanos.
No Brasil, acredita-se que o C. havilandi foi introduzido em 1923, através de importações de materiais infestados que chegaram por cidades portuárias. Ou seja, da mesma maneira que ele acabou sendo introduzido nos Estados Unidos em 1996: de navio.
O soldado desta espécie apresenta a cabeça arredondada, de cor amarelo claro, com mandíbulas proeminentes e são dotadas de um poro localizado atrás das mandíbulas, conectado a uma glândula cefálica, chamado de fontanela. Esta glândula produz um líquido viscoso, do tipo cola, que é usado para defesa, sendo excretado em grande volume (proporcionalmente) quando encontram-se em perigo.
A rainha do cupim subterrâneo pode colocar cerca de 1000 ovos por dia.
Um estudo visando quantificar o tamanho de uma colônia típica de cupins subterrâneos (C. formosanus) nos Estados Unidos, mostrou que, em 8 colônias estudadas em Miami, o número de cupins variou entre 1,4 a 6,86 milhões de indivíduos. Estas colônias apresentaram uma área de forrageamento (área de busca de alimentos) de 162 a 3571 metros quadrados, respectivamente. Operários da menor colônia viajaram cerca de 43 metros lineares à procura de alimento, enquanto os da maior colônia chegaram à distância de 115 metros do ninho em busca de alimento.
Os ninhos são volumosos e, normalmente, quando não construídos no solo, encontram-se em locais ocultos e úmidos tais como porões, caixões perdidos, paredes e lajes duplas, frestas em construções, poços de ventilação e de elevadores, espaços vazios abaixo do pisos, caixas de eletricidade e telefonia, etc. Este cupim não necessita de contato com solo para se desenvolver, desde que tenha contato com a água (há casos de infestação em prédios apenas nos andares mais altos). No entanto, o foco principal pode estar no próprio solo.
Uma das principais características deste cupim é que não estão restritos à peça atacada, podendo infestar domicílios, árvores ornamentais, madeiras em geral (parques, jardins). Árvores ornamentais podem servir de excelentes abrigos para cupins, contendo colônias no interior do tronco ou abaixo das raízes.
Para passar de um local a outro, a procura de alimentos, os operários fazem túneis no solo. Quando se deparam com ambientes abertos, os cupins operários utilizam fezes e partículas de solo cimentadas com saliva, na construção de galerias de comunicação, formando longos túneis que os protegem do ataque de inimigos naturais e da perda de umidade. Estes túneis são o principal sinal de ataque por cupim subterrâneo em estruturas e podem estar camuflados pela infinidade de espaços e frestas que permeiam as edificações, tais como juntas de dilatação, rachaduras, conduítes elétricos e telefônicos, frestas de instalações hidráulicas ou de ar condicionado e prumadas de esgoto, típicas de prédios etc.
Estes cupins são tão vorazes que chegam a fazer 30 a 50 metros de galerias à procura de alimento.Também apresentam um comportamento ávido por espaços vazios, o que facilita a infestação de grandes construções ou instalações como caixas de luz, onde a madeira que suporta as chaves elétricas ou relógios de medição ficam protegidas do ambiente externo pelo vidro colocado nas caixas. O preenchimento dos espaços vazios é rápido e mesmo que não haja frestas, se o reboque se apresentar fresco ou estiver fraco, os cupins podem remover os mesmos da parede e construir a colônia.
Os ninhos são construídos da mesma maneira que as galerias, ou seja com o uso das fezes úmidas que são colocadas uma sobre a outra, formando estruturas tipicamente do tipo cartonado, repleto de galerias internas.
O crescimento da colônia é muito mais rápido do que o crescimento da colônia de cupim de madeira seca. O ninho formado por um casal apresenta, um ano após o acasalamento, cerca de 40 indivíduos entre soldados e operários.
Da mesma maneira que os cupins de madeira seca, quando os sinais de infestação tornam-se aparentes, muitas vezes o prejuízo já é de grande monta, nada mais restando ao proprietário do imóvel que controlar a infestação e consertar os locais atacados.
Por apresentarem colônia muito grande, as revoadas dos C.havilandi são de grande porte, envolvendo centenas de indivíduos. Ocorre normalmente entre as 17 e 20 horas, no início da primavera, quando a umidade favorece (pode no entanto revoar mais tarde). Este período favorável para revoadas, em São Paulo e Rio de Janeiro, se estende de agosto a dezembro.
Estimativas feitas com o Coptotermes havilandi, nos Estados Unidos, indicam que uma colônia desta espécie, contendo cerca de 3 milhões de indivíduos, pode consumir madeira a uma taxa de 360 gramas por dia. Uma colônia madura de cupins subterrâneos desta espécie pode causar severos danos a uma estrutura em apenas três meses. Desta maneira é imprescindível que seja identificado o quanto antes uma infestação por cupim subterrâneo.
O montante dos danos pode ser grande não apenas pelo tamanho da colônia que está atacando uma estrutura, mas também porque nada impede que duas ou mais colônias estejam infestando a mesma estrutura.
Como comentamos anteriormente, os cupins de madeira seca são cupins que vivem em madeiras com relativamente baixo teor de umidade. Eles não necessitam ter contato com o solo ou com outra fonte de umidade. A própria madeira e o ambiente em que vivem provêem a umidade que necessitam para sobreviver. Por viverem dentro da madeira seca, eles são frequentemente transportados de um local a outro em móveis infestados, caixas ou "containers" de madeira, estrados de madeira, molduras de quadros, etc.
| Ordem | Isoptera |
|---|---|
| Famïlia: | Rhinotermitidae |
| Gênero: | Coptotermes |
| Espécie: | Coptotermes brevis |
O Cryptotermes brevis, chamado popularmente de cupim de madeira seca, é um cupim que encontra-se normalmente restrito à peça atacada. Ele não tem capacidade de passar de uma madeira infestada para outra a não ser que efetivamente exista um ponto de contato entre ambas as madeiras. Nestes casos, a colônia pode se estender e infestar todo o madeiramento em contato.
Assim, o tamanho da colônia é proporcional ao tamanho da peça atacada, já que encontra-se restrito a ela. Por este motivo, os cupins de madeira seca normalmente apresentam colônias pequenas, com cerca de 300 indivíduos a poucos milhares. Uma colônia de cupim de madeira seca pode chegar a ter 3000 indivíduos após 15 anos.
O pequeno tamanho da colônia é, entretanto, compensado pelo grande número de colônias que podem ser encontradas em uma determinada estrutura. Por estarem protegidos de predadores durante a revoada (que podem ocorrer dentro da própria estrutura), não dependerem de contato com o solo e sobreviverem em madeiras com pouca umidade, muitos alados podem sobreviver por ocasião da revoada e formar novas colônias. Assim, podem haver centenas de colônias convivendo no mesmo ambiente.
O seu ataque encontra-se em expansão no Brasil, onde acredita-se tenha sido introduzido através de importação de estruturas de madeira infestadas. Provavelmente originado da Jamaica, este cupim vêm se espalhando, através de navios, para o resto do mundo.
O C. brevis é típico de construções humanas. Dificilmente cupins desta espécie são encontrados em árvores ou mesmo em madeiras abandonadas no exterior de construções humanas. De fato, até agora, nunca foram encontrados nos locais e ambientes citados acima, caracterizando um comportamento estritamente antropófilo.
Estes cupins são sensíveis à umidade e, portanto, à perda de água. Esta sensibilidade é tamanha que suas fezes são formadas por pelotas fecais secas, comprimidas durante o processo de excreção, a fim de não perder água no processo de eliminação de impurezas orgânicas. Estas fezes ficam armazenadas em uma câmara no ninho e podem ser usadas para fechar canais que eventualmente não estejam mais sendo utilizados pelos cupins ou até mesmo para fins de defesa.
Periodicamente, por causa do acúmulo de fezes, os cupins as eliminam sob a forma de uma "chuva" típica. As fezes se acumulam, assim, logo abaixo do orifício de eliminação, ao longo da peça atacada. Este é o mais típico sinal de infestação por cupins de madeira seca. Após a eliminação das fezes, o orifício formado (de formato circular com diâmetro de cerca de 1-2 mm) é então novamente fechado.
As fezes apresentam o formato de pequenos grânulos ovalados (0,5 mm de comprimento). Quando são observados com lupa, é possível verificar 6 reentrâncias causadas pela impressão dos músculos retais nas paredes das fezes.
Os orifícios de eliminação são posteriormente fechados com uma membrana fina de material lenhoso, que é periodicamente aberta para novas eliminações. Assim eles não perdem água e tampouco permitem a passagem de invasores.
O soldado deste cupim apresenta uma cabeça dura e volumosa (do tipo fragmótica cilindróide e truncada na frente), de cor castanho avermelhada, escura a quase negra, que contrasta com o colorido esbranquiçado do resto do corpo. A cabeça é utilizada para obstrução dos canais, quando é necessário defender o ninho.
Suas revoadas são geralmente noturnas (início da noite), sendo que, pelo fato de terem poucos indivíduos, são revoadas pequenas e discretas, contendo por vezes algumas dezenas de indivíduos. Os alados saem por orifícios feitos pelas ninfas, que podem ser os mesmos feitos para eliminação das pelotas fecais.
Os casais formados após a revoada instalam-se diretamente na madeira, através de furos de prego, encaixe de peças, frestas, etc. Nas colônias maduras, a rainha é apenas ligeiramente maior que o rei.
As colônias de cupins de madeira seca não apresentam operários verdadeiros. As ninfas de último estágio desempenham este papel na colônia. No processo de construção do ninho, as ninfas normalmente seguem os veios da madeira, construindo câmaras e galerias interligadas por canais de comunicação estreitos, que podem ser fechados no caso de ataque de inimigos ou outras razões. As paredes das galerias e túneis são aveludadas, como se revestidas por uma fina camada de poeira. É possível encontrar-se pelotas fecais distribuídas nas galerias ou câmaras, até que sejam eliminados. No entanto, nunca encontra-se solo dentro das galerias.
Uma colônia de C. brevis cresce lentamente. Para se ter uma idéia, um ninho formado por um casal de cupins, apresenta um ano após o acasalamento, cerca de 3 a 4 ninfas, 1 a 2 ovos e nenhum soldado.
Por estarem restritos à peça atacada e por terem um comportamento avesso à luz, os cupins de madeira seca apresentam sinais externos de ataque bastante discretos.
No entanto, não se deve subestimar os danos potenciais causados por este cupim, pois quando se percebe efetivamente o dano, o prejuízo já é grande. De fato, em madeiras submetidas a infestações por um tempo prolongado, restará apenas uma fina superfície externa intacta, quebradiça e outras poucas divisórias internas, separando câmaras espaçosas. É assim que muitas vigas de sustentação de telhados de residência ficam quase que totalmente ocas e sucumbem, ocasionando o desabamento do telhado.
Como cupins são espécies sensíveis, dificilmente infestam peças de madeira que apresentem movimento constante, uma vez que este movimento pode esmagá-los antes de conseguirem abrigo através de uma fresta. Assim objetos como cadeiras, portas e janelas normalmente não são atacadas pelo mesmo.
Quando infestam peças que são móveis, o ataque é discreto, podendo formar colônias completas no interior da peça, mesmo as de menor tamanho. Esta capacidade de habitar peças facilmente transportáveis, sem apresentar sinais externos de ataque, favorece sua dispersão quando as peças são transportadas a diferentes regiões geográficas.
Dentre as peças mais comumente atacadas pelo cupim de madeira seca, destacamos o batente de portas e janelas (que ficam fixo, sem movimento, em contato com a parede), móveis e armários embutidos, rodapés e forros de madeira.
Estantes com livros que não são movimentados periodicamente podem ser objeto do ataque destes cupins. Assim, um dos procedimentos aconselhados para a manutenção de acervos culturais, é a sua constante movimentação e limpeza, a fim de evitar o estabelecimento de colônias nestas peças.
As principais estratégias de controle de cupins serão apresentadas a seguir. É interessante frisar, neste momento, que os dados apresentados visam apenas orientar o leitor para que possa estar ciente do problema que está enfrentando. O uso de alguns produtos para o controle de cupins é restrito a entidades especializadas e, mesmo produtos de venda livre devem ser manipulados com segurança por profissionais que conheçam o seu ofício. Recomendamos que, após compreendido o tipo de tratamento que será necessário fazer, seja solicitado um orçamento para controle de uma empresa especializada no controle de pragas urbanas. O ponto mais importante na contratação de uma empresa profissional é a certeza de estarem utilizando as ferramentas corretas para fazer o controle, com toda a segurança para os moradores ou frequentadores da estrutura tratada e os termos de garantia de controle.
Os métodos de controle que discutiremos terão como objetivo básico o controle dos dois principais grupos de cupins de importância econômica no Brasil: os cupins de madeira seca e os cupins subterrâneos.
Os métodos de controle de cupins de madeira seca consistem basicamente de:
Como mencionamos anteriormente, os cupins de madeira seca ficam restritos à peça atacada. No entanto, a remoção da madeira infestada elimina uma fonte contínua de novas infestações de cupins, através das revoadas, como já vimos e deve ser a primeira providência a ser tomada, quando possível.
A madeira que substituirá a anterior deverá ser devidamente tratada, a fim de evitar que novas infestações por cupins ocorram. Caso contrário, a substituição da madeira passa a ser apenas uma medida paliativa de controle.
Nos Estados Unidos, este é o método mais comum para o controle de cupins de madeira seca onde o ataque deste inseto encontra-se disseminado de maneira extensiva na estrutura inspecionada. Trata-se da aplicação de um produto na forma de gás que penetra em todos os pontos da madeira, contaminando os cupins ou outros insetos infestantes da estrutura. Neste tipo de aplicação, a casa é coberta por uma lona plástica impermeável ao gás, sendo o mesmo aplicado apenas por profissionais devidamente treinados.
A grande vantagem do uso do gás é a sua dispersão rápida e uniforme em toda a área a ser tratada, penetrando em todos os vãos estruturais que potencialmente podem estar infestados pela praga. A grande desvantagem é que o uso de gás não deixa residual, ou seja, toda a estrutura tratada fica ainda susceptível à novas infestações externas tão logo o tratamento termine.
No Brasil, o uso de gases para o controle de cupins ainda não é regulamentado, não havendo nenhum produto registrado para este fim. Câmaras com CO2 (gás carbônico) podem ser utilizadas para o controle de cupins de madeira seca em algumas peças específicas.
Dentre outras opções de controle, ainda pouco desenvolvidas na prática, encontra-se o tratamento térmico da madeira. Cupins de madeira seca podem morrer quando as estruturas infestadas são expostas ao calor de 66oC por 1h30min ou por quatro horas em uma câmara à 60oC. Da mesma forma, cupins submetidos ao frio podem morrer, como por exemplo, quando peças atacadas são expostas a uma temperatura de 10oC negativos, por quatro dias.
Uma outra tecnologia alternativa de controle de cupins de madeira seca é o tratamento por descargas elétricas, que permite que a corrente elétrica penetre na madeira e circule pelas galerias e ninhos de cupins de madeira seca, matando esses insetos através de choques elétricos.
Os tratamentos alternativos tem aplicação limitada na prática.
Como vimos anteriormente, cupins subterrâneos necessitam de umidade para sobreviver e por causa disto colônias são geralmente encontradas no solo. Os operários deixam a colônia em busca de alimentos retornando à colônia para alimentar outras castas (soldados, reprodutores alados, rei e rainha) e em busca de umidade.
A necessidade de umidade é uma característica que pode ser utilizada para ajudar no controle destes insetos. Assim, locais onde pisos de madeira ou outras estruturas de madeira encontram-se em contato constante com o solo úmido são alvo fácil destes cupins. Alterações mecânicas, incluindo eliminação de pontos de contato da madeira com o solo, substituição de madeira ou objetos atacados, remoção de restos de celulose e redução do excesso de umidade na estrutura podem também ajudar no controle de infestações de cupins.
Quatro estratégias básicas devem ser consideradas para se controlar cupins subterrâneos:
Chamamos de alterações mecânicas qualquer medida que faça com que a estrutura fique menos susceptível ao ataque de cupins. Estas medidas podem incluir:
No caso de cupins de madeira seca, o tratamento direto da madeira atacada, injetando-se uma solução cupinicida nas galerias que formam o ninho do cupim que, é efetivo para o controle da infestação, pois a colônia encontra-se restrita à peça atacada.
Já no caso de cupins subterrâneos, a colônia encontra-se fora do local de ataque. Desta maneira o tratamento da peça atacada não é suficiente para controlar a infestação, pois os cupins simplesmente podem passar a atacar outro local ainda não tratado.
Assim, duas alternativas podem ser adotadas para o controle de cupins subterrâneos: o uso de uma barreira química ao redor da estrutura e o uso de iscas colocadas no solo.
A barreira química nada mais é do que o tratamento do solo imediatamente adjacente à estrutura com o objetivo de evitar com que o cupim encontre frestas de acesso à mesma, havendo necessidade de se tratar tanto o solo abaixo da estrutura (interior) quanto ao solo ao seu redor (exterior), próximos à fundação da estrutura.
As intervenções necessárias para se fazer este tratamento em estruturas envolvem um trabalho intensivo, apresentando muitas vezes necessidade de se furarem pisos e paredes. Desta maneira, as melhores oportunidades para se tratar cupins aparecem durante as reformas de imóveis, quando se tem maior liberdade para realizar as intervenções necessárias. Outra oportunidade a ser considerada é o tratamento do solo durante a construção do imóvel, prevenindo-se assim futuros ataques.
Quando o acesso ao solo é fácil, pode se fazer uma valeta para o tratamento do exterior da estrutura. Este método envolve cavar uma valeta ao longo do perímetro externo da fundação e então aplicar a solução cupinicida. O solo é recolocado na valeta a medida em que é colocado o cupinicida, de modo a ser igualmente tratado. A valeta deve ser cavada em um ângulo tal que forme uma cunha contra a fundação. Desta maneira, a solução cupinicida tenderá a se depositar próximo à estrutura e não longe dela. A valeta deve ser cavada tão profundamente o possível para atingir o topo da sapata. Em alguns casos, pode ser interessante que a valeta seja preenchida com um pouco mais de terra tratada de maneira a evitar que aja acúmulo de água próximo ao perímetro externo da estrutura.
O uso de valetas é limitado à fundações com uma profundidade de no máximo 45 centímetros. Fundações mais profundas exigem que se injete o produto no solo para que ele possa penetrar em todo o perfil a ser tratado. Esta técnica envolve a colocação do produto, sob pressão, através da superfície do solo, com um equipamento injetor direcionado ao topo da sapata. Sempre quando possível, a valeta deve ser usada em conjunto com a injeção de solo. A valeta ajuda a evitar que a calda aplicada saia da área tratada. O injetor deve ser inserido cerca de 15 centímetros de distância da estrutura, formando um pequeno ângulo com o solo de modo a se aproximar da fundação. Este procedimento, assim como o ângulo da valeta, assegura que o produto aplicado se mantenha próximo à estrutura da casa. O produto deve ser injetado a intervalos regulares de 30 centímetros no solo, de maneira a formar uma barreira contínua contra os cupins ao redor da estrutura. Como no método da valeta, o solo retirado do local deve ser tratado com a solução cupinicida quando é colocado de volta.
Para se atingir o outro lado da fundação, é necessário tratar o solo abaixo da estrutura, injetando-se o produto através do piso de cimento, no interior da estrutura. O tratamento de solo no interior da estrutura só é possível com o estabelecimento de furos verticais através do cimento próximos às paredes estruturais.
O tratamento apropriado de estruturas de cimento envolve a aplicação da solução cupinicida em áreas onde os cupins podem entrar na estrutura através do cimento, através de juntas de expansão, falhas no cimento e aberturas através de encanamentos de água ou elétricos
Nestes casos, as perfurações são usualmente feitas de 30 a 45 centímetros de distância uma das outras, dependendo do tipo de solo e grau de compactação e a cerca de 7 centímetros das paredes estruturais.
O tratamento do interior de construções com estrutura de cimento envolve riscos específicos por causa da presença de encanamentos que podem atravessar o piso, tanto de gás, quanto de água ou até mesmo tubulações elétricas. Estas tubulações podem ser danificadas por ocasião da perfuração do piso para a aplicação do produto.
Por causa dos riscos inerentes ao tratamento, como mencionamos acima, o controle de cupins subterrâneos requer obrigatoriamente a contratação de uma empresa especializada para a realização do serviço. Não obstante, todos os cupinicidas registrados para este fim são de uso profissional, podendo apenas serem manipulados por empresas especializadas.
A necessidade de furos em toda a estrutura é um trabalho intensivo e muitas vezes de difícil orçamentação o que faz com que, muitas vezes, a empresa responsável não o considere como parte do tratamento de cupins subterrâneos. Este procedimento pode levar a um tratamento incompleto e posterior reincidência do ataque de cupins naquela estrutura. Assegurar-se que a empresa fará um tratamento correto da estrutura é imprescindível para o efetivo controle deste cupim, assim como selecionar uma empresa devidamente capacitada para a realização deste serviço.
O método de iscagem consiste em colocar armadilhas celulósicas ao redor de uma estrutura (casas, edifícios, etc.) de modo que o cupim tenha contato com as mesmas durante a procura de alimentos. Ao ser detectada a presença de cupins nas armadilhas a isca celulósica que se encontra dentro das armadilhas é substituida por uma isca que contém uma substância reguladora de crescimento na qual o cupim passará a se alimentar sem no entanto detectar sua presença. O cupim operário voltará então a colônia e alimentará seus companheiros através da trofalaxia e contaminará assim toda a colônia gradativamente. Este produto irá atuar no crescimento das formas jovens, impedindo a muda e conseqüentemente matando os cupins. A grande vantagem deste método é a completa eliminação da colônia, o que não é conseguido com o tratamento químico convencional podendo ser utilizada junto com outros métodos no controle integrado de cupins subterrâneos.
O uso de iscas para o controle de cupins subterrâneos é comum nos Estados Unidos, onde foram lançadas há mais de 5 anos. No Brasil, as iscas Recruit II e Recruit AG, da Dow AgroSciences, que fazem parte do Sistema Sentricon de Eliminação de Colônias de Cupins, foram lançadas em 2001. Através deste sistema, os cupins operários se alimentam em um material celulósico que contém o ingrediente ativo e, sem perceberem, distribuem o produto por toda a colônia ao alimentarem outros indivíduos, sendo totalmente eliminados sem a necessidade de quebra de paredes, furação no piso e outras intervenções comuns ao tratamento convencional. É importante frisar que o Sistema Sentricon* é o único sistema de eliminação de colônias de cupins que dispensa o tratamento convencional. Existem no mercado outras iscas para cupins que tem que ser utilizadas em conjunto com o tratamento convencional, sendo importante o consumidor distinguir o Sistema Sentricon* e outros produtos.
O tratamento das madeiras infestadas, conforme mencionamos acima, é apenas de carácter paliativo quando se trata de cupins subterrâneos. Deve-se ter em mente que o tratamento da madeira já colocada na estrutura é sempre limitado, deixando-se sempre pontos sem tratamento que poderão ser infestados pelo cupim posteriormente.
No caso de cupins subterrâneos, o uso de madeiras já tratadas durante a construção ou reforma de uma determinada estrutura, seja ela para fins residenciais ou comerciais, deve ser priorizado como uma estratégia de prevenção dos ataques futuros. Isto não impedirá o cupim de entrar na estrutura, como já vimos. Mas com certeza diminuirá os danos que ele possa causar, evitando com que consuma a madeira tratada.
Fonte: Dow AgroSciences